The Half of Eat(en)
24/10/2009
A series of illustrations I made for a chapter of “To the left of the father”. The top one was made using ink and gouache, the following two are digital manipulations of the first one.
The Inner Collection
10/08/2009
O que encontrar dentro e que caminhos tomar para chegar lá? Normalmente, traçamos todos os aspectos humanos com os quais podemos nos identificar para que possamos passar a ver o objeto representado como um de nós. Isto posto, costumamos a nos relacionar com a obra associando-a não apenas com traços humanos, mas também à características da humanidade. Consideramos vários aspectos – de personalidade até gostos pessoais – de modo que isto torne-se ele ou ela. Isso pode ser observado não apenas neste campo da vida e da arte, mas deve ser considerado: humanizamos a imagem representada para que possamos entendê-la e para anular qualquer possibilidade de ameaça – associada ao que parece imprevisível e desconhecido.
À famosa citação de Sun-Tzu: “mantenha os amigos perto e os inimigos mais perto” devemos adicionar o fato de que, amigável ou não, grande parte dos nossos inimigos pertence a nós mesmos e podemos nos relacionar com ela se seguirmos a lógica descrita acima. Mas o que torna tudo incerto? Nunca saberemos o que há dentro e isso pode vir a ser a nossa ruína.
The Inner Collection vem aqui pelo fato de que sempre desejamos relacionar-nos com a figura humana, mas esquecemos que o que nos torna e torna também as imagens representadas… nós mesmos!, é o que há dentro. Nossa essência é o que guardamos dentro. O que fazer para chegar lá?
What to find within and which means to take in order to do it. We commonly trace all human aspects that we can identify ourselves with so that we can allow ourselves to see the object depicted as one of our own kind and nature. That settled, we tend to make contact by establishing in the figure in front of us traces not only of the human species, but of humanity as well. We consider many aspects – from personality to likes and dislikes – so that it becomes a he or she. This can be observed not only in this portion of life and art, but it must be taken into account: we humanize the theme and figure depicted in order to understand it and annul the possibility of threat that is attached to all things that seem unpredictable and unknown.
Regarding the famous Sun-Tzu’s saying “keep your friends close, and your enemies closer”, we should add the notion that friendly or unfriendly, most of our enemies belong to ourselves and we can relate to, if we follow the logic described above. But what makes it all quaky? We’ll never known what’s within and that’s just what might be our downfall.
The Inner Collection stands here for the fact that we always hope and hoped to relate and get to know the human figure, but we forget that what makes us and the ones depicted… well… us!, is what’s within. Our cornerstone is what we keep inside. What to do to get there?
Curadoria/Curatorship: Paulo Delgado
Obras apresentadas/Presented works
“Frace”, Alex Salb; “Rhino Baby and Mother”, Mike; “A Forest Alternate”, ~HisHalfElf; “A stranger. Matheo 24”, Benoit Paille; “Ety”, Valeria; “Face it”, Bob; “Away we go”, Jenna; “Monk”, Grzegorz Szczerbaciuk; “Rimbaud”, Rodrigo Calafange; “Lie”, John Berd; “Oe”, Valeria.
Projeto Canastra – Peça-jogo
06/08/2009
“Inspirado no lúdico e competitivo universo dos reality shows, Projeto Canastra trata-se de uma peça inacabada, configurada como um processo que se constrói em conjunto com o público, do qual as escolhas exercem total interferência na composição da obra. Ao final da apresentação, cada espectador vota em qual ator-jogador deverá ser descartado, como num jogo de baralho. O escolhido pela maioria da platéia abandona o espetáculo até o final da temporada.
Projeto Canastra surge como uma maneira experimental inovadora de se obter um alto grau de performatividade do elenco e de interatividade com público. A peça-jogo é derivada da pesquisa “Cena Mutável”, realizada por Spinelli desde 2006. Explicitar o tempo presente co mo característica fundamental da forma teatral, utilizar o espaço da cena como campo de possibilidades recombináveis, aproveitar-se de mecanismos de acaso e situar os atores e público num plano de “imprevisibilidade controlada”, são algumas das premissas da pesquisa presentes no Projeto Canastra.
Com direção de Diogo Spinelli e dramaturgia de Catarina São Martinho, Um Coletivo de Artistas Europeus apresenta “Projeto Canastra – Peça-jogo”, em cartaz na sala Alfredo Mesquita do Teatro Laboratório CAC-ECA-USP (Av. Professor Luciano Gualberto, Travessa J, nº 215, Cidade Universitária – São Paulo), de 08 a 30 de agosto, aos sábados às 21h e aos domingos às 20h30. A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos com uma hora de antecedência.
Conheça os atores-jogadores, as regras do jogo e saiba o que está acontecendo nos bastidores no blog da peça e na comunidade no Orkut.”
PROJETO CANASTRA – PEÇA-JOGO
De 08 a 30 de agosto
Sábados às 21h e domingo às 20h30
Entrada gratuita (retirar o ingresso com uma
hora de antecedência)
http://projetocanastra.blogspot.com/
Teatro Laboratório CAC-ECA-USP
sala Alfredo Mesquita
Av. Professor Luciano Gualberto, Travessa J,
nº 215, Cidade Universitária – São Paulo
(11) 3091-4375 / 3091-4376
Capacidade para 125 pessoas
Estacionamento gratuito no local
Mia-o!
19/06/2009
All works of Mia Calderone: "Clímax", "Dirt", "Erotica Insertion", "Not my problem", "Rehearse me in your passion" and "Don’t you kiss me".
The nude theme: Funeral, by Mikel Marton
07/06/2009
It’s such a good feeling when you find a great work. And even more, when you find a great artist.
I believe that among the most difficult branches of art there is the nude figure. Be or not portraying your style of representation, the nude figure offers something that goes beyond prejudice; when you see a photograph that portrays some miserable, dying or subhuman theme, you get touched, you get impressed but you still find it beautiful.
When we talk about nude themes, it’s plausible that we get impressed, find it beautiful and get touched. The question here lies when this touch gets physical. I’m not saying it’s wrong, damn no. All I’m saying, not getting to the label complex here, is that nude art is often mistaken automatically for erotic art, while these two aren’t always and necessarily together. Something that should get to our attention is that the nude is still quite underestimated art-wise, it is often seen as some last resource, some sort of appeal or shortcut to impress the viewer.
For that, not ignoring other delicate themes, I believe that the nude, portrait or not, is still one of the most difficult themes to be explored. It must not only surpass taboos, but it must also surpass the fact that it is a depiction of the human figure, and by that we enter the mysterious field of the identification between viewer and theme depicted. Both these obstacles are filled with prejudice that must be taken in account and that helps nude art at it’s wholeness, erotic or not, to be one of the most difficult subjects, styles and branches of art.
That is why it’s such a good feeling when you find a great nude work. And even more, when you find a great nude artist. Going through my personal virtual collection, I came across a series of 3 pictures that deserve some space here at Touche Pas.
The artist Mikel Marton associates his Funeral series, that was [auctioned and raised over $1,000 USD for emergency AIDS funds for the AIDS services of Austin, Texas], with this three-verse text:
Each second, a funeral to our former selves.
Celebrating our youth, ephemeral.
Death’s Spring-time.
What do you think about the nude art?
June 7th, 2009. peve
USD4
01/06/2009
Por Benoit Paille.
Pequenas impressões sentimentais
23/05/2009
Eu vou te guardar numa carta e depois numa caixa e depois num sonho e depois numa vida de invenção de às vezes culpa, às vezes divertimento.
Pois vou fazer melhor. Vou abrir a caixa, uma caixa de verdade, tirarei as cartas antigas. Vou cheirá-las para tentar encontrar nossos vestígios sensoriais, vou encher minha pele dum sopro de vida. Que nem era o fôlego dos beijos de despedida, quando me acordava de manhã antes de sair e me enchia daquele suspiro que fazia o meu corpo todo refrescar do hortelã da tua boca.
Vou reler as palavras, aquelas tão repetidas no nosso vocabulário, aquelas palavras que eram tão somente nossas, carregadas de tanto significado. Aquelas coisas de “bom dia, olha as flores que eu trouxe pra você, amor”.
Vou dobrar as cartas, vou passar meu rosto e meus dedos no papel como se ele fosse o seu rosto, como se fosse a gente. Como naquele dia em que eu desviei o meu olhar, naquela praça e você me disse que gostava de me observar, que isso bastava. É, eu não entendia o que você queria dizer. Agora eu acho que sei.
Vou reorganizá-las na ordem cronológica, tentando reviver os fatos dentro do meu mundo, tentando entender por qual motivo mesmo é que você se foi. Quem sabe assim eu deixe de encontrar tanta conexão nos meus sonhos, que eu esqueça que o seu número de telefone não me leva mais à sua voz, que eu tente lembrar que mudei e que você foi embora e que às vezes me visita e. Às vezes é como uma assombração, às vezes é um sonho bom, às vezes é uma loucura sem cabimento.
Eu tenho certeza de que essas coisas não vão mudar nada, mas também sei que são essas mesmas coisas que me dão ânimo de viver um pouco mais, de esperar um pouco mais, quem sabe? Ninguém sabe o que é ter você além de mim. E eu tenho você em mim, o tempo todo, por mais que não esteja de fato aqui. Você está. Bem aqui.
Thais Machado @ Paralelismos
Páreo
23/05/2009
“Páreo”, 2006. Tatiana Blass
He makes such great lunches!
19/05/2009
How to Make a Button with Miranda July
17/05/2009
A all-over-the-place Miranda July, uma das principais figuras do movimento independente, escreveu e protagonizou este curta-metragem, feito especialmente para a VBS.TV. Vale a pena conhecer o trabalho dela, seja na parte musical (Margie Ruskie Stops Time; Kill Rock Stars), como atriz (Jesus’ Son, Atlanta, The Amateurist, Nest of Tens, Are You The Favorite Person of Anyone?, and Me and You and Everyone We Know), diretora ou performer (Love Diamond).

